Governo Provincial do Bengo
Economia

Entreposto do Bengo com obras em atraso

As obras do entreposto de madeira da província do Bengo, que arrancaram em Agosto último, estão atrasadas e não há uma data determinada para sua conclusão, informou quarta-feira 10, o director-geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDEF), Simão Zau.

A previsão de conclusão da obra, de acordo com o conograma de trabalho, seria para este mês de Outubro, mas factores como dificuldades de logística impedem o cumprimento dos prazos, segundo o responsável.

Além do Bengo, outras províncias, onde também está em curso a construção destas infra-estruturas, enfrentam as mesmas dificuldades.

O director-geral explicou haver províncias que têm dificuldades em encontrar até terrenos apropriados para a implantação da infra-estrutura.

Em relação ao entreposto do Bengo, disse que a falta de instalação do sistema de telefonia e internet, energia eléctrica e água, construção de uma esquadra policial e mais dependências para os diferentes organismos ministeriais podem atrasar ainda mais a entrada em funcionamento do empreendimento.

As obras, que estão a ser erguidas numa área de mais de 20 hectares, iniciaram em Agosto e até ao momento estão construídos alguns gabinetes para albergar, entre outros, a Administração Geral Tributária (AGT) e banca comercial.

O Entreposto de Madeira do Bengo situa-se a 15 quilómetros da sede provincial, em direcção à cidade de Luanda.

Terá a missão de fiscalizar e facilitar os processo de licença para exportação da madeira e acabar com as irregularidades que se registava no domínio da exportação da madeira.

Em todo o país, serão construídos seis entrepostos ( Caxito, Icolo e Bengo, Cabinda, Moxico, Lobito e Menongue), alguns dos quais ainda sem obras por falta de terrenos disponíveis para o efeito. O do Icolo e Bengo, situado na localidade de Cassoneca, já tem as obras concluídas.

O vice-governador Provincial do Bengo para os serviços técnicos e infraestruturas, Domingos Guilherme, criticou a qualidade das obras, assim como a sua localização que obrigará aos camiões vindos do interior, a transposição da faixa de rodagem, da direita para esquerda, podendo criar no futuro embaraços no trânsito automóvel.

Em resposta, o director nacional disse que nada se podia fazer porque é o único espaço disponibilizado para o efeito. “Este é o único terreno que se encontrou. Os outros estão todos ocupados”, justificou.

Informou que os Entrepostos estão a ser construídos com os fundos dos empreiteiros, no caso, o do Bengo, pelo CBTGC (chinês), pois não há disponibilidade financeira.

Simão Zau explicou que, em princípio, todos os entrepostos foram concebidos para entrarem em funcionamento na actual campanha florestal 2018 (Outubro).

Angop