Governo Provincial do Bengo

Cultura

  1. A cultura da província

    Os habitantes deste território são de origem diversificada, isto é, dos Reinos do Ndongo e do Congo que se instalaram na região durante o processo migratório dos povos, muito antes da independência.

    O Kimbundu é a língua da maioria do povo desta região, que também se expressa em outras línguas nacionais como kikongo, Loango e o Umbundu para além do português, língua oficial.

    As festas da Mamã Santana padroeira de Caxito, Mamã Muxima no Município da Kisama, as festas das lagoas de Ibêndoa na comuna da Barra do Dande, e nos últimos tempos as festas de Caxito são os principais eventos culturais ou rituais celebrados a cada ano pelos habitantes do Bengo, que na sua maioria professam a religião Cristã. (católicos e protestantes).

    O povo desta região conserva um património cultural e uma identidade própria desde os hábitos e costumes.

    Encontram-se no Bengo importantes monumentos e sítios históricos até hoje preservados, num total de 12 já classificados pelo Ministério da Cultura, distribuídos da seguinte forma; O Município do Ambriz com 5 monumentos e sítios, nomeadamente, uma Fortaleza, a casa dos escravos junto do Mar, o edifício da ex-Câmara Municipal do Ambriz, a igreja de São João e a zona pitoresca (sítio), o Município do Dande com 2, o edifício do Chalé onde funciona actualmente o Governo do Bengo, Capela e a Igreja da Nossa Senhora Santa Ana, em Caxito, no Icolo e Bengo tem 1 sítio Histórico, o Kaxicane, local onde nasceu o primeiro Presidente de Angola, Doutor António Agostinho Neto, ao passo que o Município da Kisama possui 4 monumentos e sítios classificados, tais como, a Fortaleza da Muxima que fica na zona mais alta da vila classificada no ano de 1924, a Igreja da Nossa Senhora da Conceição “Mamã Muxima” classificada no mesmo ano, o núcleo histórico constituído pelas primeiras construções na vila municipal da Kisama cuja classificação foi feita em 1956, bem como o Morro do Tuenze onde antigamente era extraído o Sal-gema, sendo assim, os únicos monumentos classificados antes da independência de Angola, proclamada a 11 de Novembro de 1975.

    Ao passo que os demais monumentos e sítios da província do Bengo foram classificados após a independência Nacional, estando ainda previsto a classificação de mais outros.